Quando comecei a ler o texto de Manguel, Os leitores silenciosos, logo me lembrei de um filme de François Truffaut: Fahrenheit 451. Embora os contextos tratados em cada texto se diferenciem em todos os aspectos, Manguel retrata a leitura na idade média e Truffaut cria um futuro hipotético como cenário, ambos discutem a importância e o poder dos livros e da leitura e discorrem sobre a o ato de ler em voz alta.
O texto de Manguel é cientifico e apresenta a transição entre a leitura em voz alta para a leitura silenciosa, ressaltando as várias implicações que tal mudança gerava, entre elas o poder da interpretação dado ao leitor quando o mesmo tinha um contato direto com o texto, sem interlocutores.
Fahrenheit 451, filmado por Truffaut e baseado no romance de Ray Bradbury, cujo título é o mesmo, se passa em um futuro em que os livros foram proibidos por um governo totalitarista que acredita que ler era dar asas aos devaneios da mente, da livre interpretação. Ler levava ao questionamento da realidade e por conseqüência a infelicidade e a improdutividade.
Nesta trama os bombeiros não são chamados para apagar incêndios, mas sim para criá-los quando encontram livros escondidos. O título, Fahrenheit 451 é uma referência ao grau de combustão do papel.
Nesse cenário o filme conta a história de um bombeiro que por uma série de circunstâncias acaba transgredindo as regras e se torna um leitor. Já no final do filme o expectador assiste a uma das cenas mais lindas, quando é uma mostrada uma comunidade em que as pessoas decoram os livros e os contam em voz alta, como um artifício de resistência. Assim como no texto de Manguel, os livros ganham vida e interpretação na fala de cada um e o exercício da oralidade passadó de geração em geração, como uma herança única e rara. Os títulos quando falados naturalmente se misturam as experiências de vida e, por conseqüência, as interpretações de seu orador. Não se trata apenas de livros em papel, são realmente homens-livro.
O texto de Manguel é cientifico e apresenta a transição entre a leitura em voz alta para a leitura silenciosa, ressaltando as várias implicações que tal mudança gerava, entre elas o poder da interpretação dado ao leitor quando o mesmo tinha um contato direto com o texto, sem interlocutores.
Fahrenheit 451, filmado por Truffaut e baseado no romance de Ray Bradbury, cujo título é o mesmo, se passa em um futuro em que os livros foram proibidos por um governo totalitarista que acredita que ler era dar asas aos devaneios da mente, da livre interpretação. Ler levava ao questionamento da realidade e por conseqüência a infelicidade e a improdutividade.
Nesta trama os bombeiros não são chamados para apagar incêndios, mas sim para criá-los quando encontram livros escondidos. O título, Fahrenheit 451 é uma referência ao grau de combustão do papel.
Nesse cenário o filme conta a história de um bombeiro que por uma série de circunstâncias acaba transgredindo as regras e se torna um leitor. Já no final do filme o expectador assiste a uma das cenas mais lindas, quando é uma mostrada uma comunidade em que as pessoas decoram os livros e os contam em voz alta, como um artifício de resistência. Assim como no texto de Manguel, os livros ganham vida e interpretação na fala de cada um e o exercício da oralidade passadó de geração em geração, como uma herança única e rara. Os títulos quando falados naturalmente se misturam as experiências de vida e, por conseqüência, as interpretações de seu orador. Não se trata apenas de livros em papel, são realmente homens-livro.

Que ótima lembrança você teve desse filme! É mesmo muito interessante a comunicade que decora os livros como forma de resistência.
ResponderExcluirCom o mesmo objetivo de controle do poder, muitos livros já foram destruídos ao longo da história.
Beijos, Márcia.