Não saberia dizer o que era a leitura para mim quando criança. Cresci cercada por livros espalhados pela casa e nas estantes do escritório Minha mãe lia para mim antes de dormir, me lembro bem do Sítio do Pica Pau Amarelo, de pedir que ela lesse mais um capítulo, pois estava morta e curiosidade, algumas vezes ela cedia depois de contar quantas páginas havia no outro capítulo. A coleção do Monteiro Lobato me encantava, mas eu não lia sozinha, pois como estava em fase de alfabetização podia me confundir com a grafia antiga. Eu gostava de ver as palavras na grafia antiga e ficava perguntando por que tinha mudando e que decidia essas coisas. A resposta era sempre longa e minha imaginação acabava se perdendo em algum momento.
Sempre gostei que lessem para mim, até hoje gosto de ouvir história, de imaginar a próxima palavra ou acontecimento.
Tínhamos muitos livros infantis, eu tinha os meus e também os herdados da minha irmã mais velha. O incentivo a leitura era constante, todas as férias separávamos alguns livros para leva na viagem, para ler antes de dormir.
Quando adolescente não queria mais saber de ler, talvez fosse esse meu ato de revolta, de ser diferente em uma família de leitores.
Aos pouco os livros voltaram ao criado-mudo e agora começo minha própria pequena biblioteca.
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